Boi Marabazim comemora aniversário de um ano com festa no Museu

A manhã do dia 12 de outubro começou com festa no Museu Municipal Francisco Coelho, na Velha Marabá. O som dos tambores e o ritmo da toada anunciavam a saída do Boi Marabazim da Sala das Lendas para uma apresentação especial para a população marabaense.

Dezenas de crianças e jovens que integram os projetos sociais da Fundação Casa da Cultura de Marabá participaram da festa, cantando, dançando e tocando instrumentos musicais.

Com a presença de todas as lendas amazônicas que moram no Museu, como a Porca da Bobes, Matinta Pereira, Nego D´água, Tucunaré e Saci Pererê, o Boi Marabazim se apresentou e comemorou seu aniversário de um ano.

“Ano passado, nessa mesma data, o Boi Marabazim se apresentava pela primeira vez, e hoje estamos comemorando um ano de vida com toda essa criançada. Nada mais emocionante do que o Marabazim fazer aniversário no Dia das Crianças. É muito gratificante ver essa festa linda, cheia de crianças. Agradeço o apoio dos pais que participam e incentivam a cultura em seus filhos”, disse a presente da FCCM, Vanda Américo.

Emocionada, ela ressaltou que o Boi Marabazim nasceu como forma de homenagear grandes mestres da cultura, como mestre Cambraia e mestre Palmica. Para ela, é importante que as crianças conheçam e valorizem a história da região.

“A gente fortalece a cultura em eventos como esse. E a Casa da Cultura, com todas as suas extensões, e o Museu Municipal sabem da importância de eventos como esse. Um povo sem cultura é um povo sem história, e nós vamos continuar fazendo história”, finaliza.

TOADA DO MARABAZIM
Sou feito de pano, camurça macio, bordado de estrelas, sou todo carinho.
Desse jeitinho é o Marabazim.
Nasci do banzeiro que bateu de dois rios, no pontão de areia de estrelas na testa, balançando a cabeça, trago um desafio.
Vem brincar nesse boi, cantarolando as toadas, só quero que entendas, não vá se assombrar, que hoje é noite de lendas.
Porca de Bobes de mãos dadas com a Boiuna.
Mulher de Branco, Curupira, Nego D’água.
Eu ouvi um assovio lá na beira, era o Boto cortejando a Lua Cheia, e do seu lado Matinta Perera.
Vai dar uma volta na praça e alegrar a galera,
que o povo te espera com todo o carinho.
É desse jeitinho,
É o Marabazim!
(Composição: Jorginho Ropha Carneiro)

 

Ana Mangas (ASCOM/FCCM)

Fotos: Ulisses Pompeu

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