Com mais de 6 mil amostras, herbário é referência para estudantes e pesquisadores da região

Com uma coleção de mais de 6.500 amostras, o herbário da Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM) abriga mais de 600 gêneros e 2.970 espécies de plantas, tendo 40% do acervo composto de orquídeas.

Cadastrado a nível nacional na Rede Brasileira de Herbários, da Sociedade Botânica do Brasil, e internacionalmente reconhecido pelo diretório global Index Herbariorum, do The New York Botanical Garden, o herbário da FCCM realiza o inventário sistemático da biodiversidade florística regional, além de fornecer informações botânicas e material científico, dando suporte em estudos e pesquisas.

O herbário, que faz parte do Núcleo de Botânica da FCCM, é coordenado pela bióloga Karoline Anjos. Ela explica que o local é um acervo de coleção científica de amostras de plantas secas, conhecidas como exsicatas, que passam por um processo de coleta, prensagem, desidratação, identificação e registro no banco de dados.

Após isso, elas são depositadas na coleção científica, onde podem permanecer conservadas por tempo indeterminado. “Aqui guardamos informações a respeito da ocorrência e distribuição das espécies na região e suas formas de uso; ajudamos a definir políticas públicas de gestão e uso sustentável da biodiversidade; guardamos os passos da evolução da ciência botânica e o histórico dos pesquisadores que se dedicaram às coletas das espécies”, fala Karol, ressaltando os subsídios de estudos que possibilitam o reflorestamento de áreas degradadas.

Karol Anjos explica que o herbário é a coleção científica de amostras de plantas secas, conhecidas como exsicatas

As informações contidas no herbário são fontes básicas para estudos taxonômicos, florísticos, biogeográficos, etnobotânicos, fenológicos e ecológicos, pois servem de dados para os trabalhos sobre biodiversidade, uso de plantas medicinais, tóxicas, alimentícias, reflorestamento, entre outros.

Qualquer pessoa interessada pode coletar e depositar plantas no herbário da FCCM. Contudo, Karol ressalta que existem algumas orientações necessária para o registro ser feito. “A espécie deve conter flores ou frutos, e informações sobre o local da coleta, data da coleta, nome do coletor, cor da flor, altura da planta, nome popular e a categoria.

É importante ressaltar que mais de mil amostras do herbário possuem procedência na Serra das Andorinhas e Serra dos Carajás.

O núcleo de Botânica também realiza pesquisas, como o levantamento florístico da Praia do Tucunaré, e o levantamento de plantas alimentícias não convencionais (conhecidas como PANC) com ocorrência em Marabá. Além disso, também realiza a identificação de espécies pra quem precisar, e também indica espécies nativas com potencial para reflorestamento de áreas alteradas.

 

História

O herbário surgiu em 1984 através de coletas botânicas do antigo Grupo Ecológico de Marabá (GEMA), durante o Projeto Jacundá, que tinha o objetivo de fazer o salvamento de materiais em uma grande área que seria inundada pela hidroelétrica de Tucuruí.

“A criação do herbário teve a finalidade de guardar e conservar esses primeiros exemplares botânicos. Mas foi em 2019 que ele foi modernizado e informatizado”, conta Karol Anjos.

 

Texto: Ana Mangas (ASCOM/FCCM)

Fotos: Karol Anjos

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