FCCM cadastra mais de 90% das cavernas do Pará

O Pará é o Estado que mais abriga cavernas na região Norte, totalizando 2.858 cavidades, sendo o segundo colocado no ranking nacional, ficando atrás apenas de Minas Gerais, que possui 10.785 ocorrências.

De acordo com informações do último relatório do Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas (CANIE), que integra Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Estado do Pará o município de Parauapebas possui 925 cavidades, seguida por Canaã dos Carajás, com 703.

Os relatórios apontam que mais de 90% dos cadastros das cavernas do Pará registradas no CANIE foram feitos pela Fundação Casa da Cultura de Marabá.

“O Pará só chegou a essa posição por causa do trabalho realizado pela FCCM, que atua com consultoria ambiental e é um dos principais descobridores de cavernas do país. Nós temos avançado muito com o nosso trabalho, principalmente nos últimos anos, graças aos investimentos em tecnologias que têm sido feitos”, afirma Maricélio Guimarães, bioespeleólogo da FCCM.

As informações obtidas nas cavidades são repassadas para que os relatórios possam ser executados

Com o serviço de consultoria ambiental, a equipe do Núcleo de Espeleologia precisa entregar à empresa contratante relatórios sobre o trabalho executado nas cavidades.

Maricélio explica que esse trabalho é complexo. “A gente pega todas as informações do campo e pelas fotos vamos vendo o que cada caverna tem de diferente. E a partir das informações vamos montando uma planilha com os atributos que cada caverna, como: se tem ou não zona afótica; os animais que possuem no local; os tipos de rochas; se há existência de água ou não, entre outras coisas”, detalha o profissional.

A consultoria ambiental é realizada pela equipe de Espeleologia da FCCM

Ainda no relatório, são descritas quantas cavidades foram amostradas e todas as características físicas e biológicas delas. “Nosso relatório possui introdução, objetivo, local da área, metodologia, prospecção, topografia, análise da geologia regional, formação das rochas, plano de trabalho de campo, mapas, informações geoespeleológicas, arqueológicas, paleontólogas, análise de relevância, entre outros. No fim, entregamos à empresa contratada um levantamento completo da área”, finaliza.

(Ana Mangas/FCCM)

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