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O III Giro Cultural no Museu encerrou na manhã de domingo, 28, dentro do Museu Municipal Francisco Coelho com dois lançamentos: o livro infantil “A história do tucunaré”, da escritora Eliane Soares, e do documentário “Serra das Andorinhas”, produzido para a Fundação Casa da Cultura de Marabá.

A programação encerrou os três dias de evento, que já entrou para o calendário da cidade no mês de abril, em alusão ao aniversário de Marabá.

Para a escritora Eliane Soares o convite para escrever o livro foi muito especial. “Está ligado a um dos símbolos da nossa cultura, da nossa natureza, da nossa fauna, que é o Tucunaré. Inclusive, é um símbolo materializado na entrada da cidade, então é uma convergência de muitas coisas para esse projeto. Fiquei muito feliz de trazer esse personagem da nossa cultura em forma de narrativas, em forma de fantasia, inspirada nas culturas indígenas para que a gente guarde na nossa memória, na nossa lembrança, para que a gente eternize um pouco dessa nossa memória cultural que é o Tucunaré”.

Ela relembra que o “insight” do enredo veio durante um passeio de carro, em que estava acompanhada de uma amiga e uma criança que, ao vislumbrar a escultura na entrada da Velha Marabá, questionou sua existência.

Para Breno Pompeu, diretor do documentário, o objetivo do projeto é mostrar como a comunidade mudou o modo de viver e conviver com as cerâmicas que são encontradas na Vila Santa Cruz, localizada no município de São Geraldo do Araguaia, e onde as pesquisas estão sendo realizadas.

“Hoje eles têm uma visão de preservação, de que aquilo ali não é um lixo que pode pegar e jogar fora, e sim de que tem uma importância, uma validade muito grande para contar a história deles mesmos. Então, os pesquisadores falam sobre isso e como eles se relacionaram com a comunidade para criar essa ideia, essa nova visão”, explica Breno Pompeu.

Feliz com o resultado de mais uma edição do Giro Cultural no Museu, a presidente da FCCM, Wânia Gomes, comemora os três dias de evento.

“A gente fecha essa terceira edição com chave de ouro, lançando um documentário sobre a Serra das Andorinhas. Esse é um instrumento muito importante que vamos deixar como legado para gerações futuras, para pesquisa, para a vida. E o lançamento do livro “A história do tucunaré”, faz parte da coleção Nossas Lendas que a Fundação vem lançando no Giro Cultural, em edições passadas. E quando a gente lança um livro é um dia feliz para nossa história, porque ao lançar um livro infantil de lendas regionais estamos plantando uma semente. É muito importante essa forma de fortalecer as nossas raízes”, finaliza Wânia Gomes.

 

Ana Mangas (ASCOM/FCCM)

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